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    7/24/2009

    Frio na barriga

    Confesso que estou relativamente ansioso em relação a tese. Os três primeiros capítulos já estão prontos (é bem verdade que sempre há que se retornar a ele e modificá-los). Sinto-me a pleno vapor para o quarto capítulo, que é a análise e discussão dos dados. Estes, os dados, estão todos (em forma bruta) já coletados. Agora o que resta é quase que um trabalho “braçal”. É preciso sistematizar as informações, escrever e revisar, lendo e corrigindo atentamente tudo. Não vejo a hora de acabar com tudo isso. Às vezes fico muito saturado com o assunto, com o que resta a fazer. Sei que o momento agora é esse mesmo. É hora de persistência, é hora de manter e de insistir no que foi iniciado. Sei também que muitos outros desafios ainda restam, como por exemplo, a defesa. Agora sinto um frio na barriga.
    12/8/2008

    Final de ano e obsessividades...

    Vem chegando o final de ano e aquelas angústias costumeiras de percebermos as promessas que não foram cumpridas se avolumam. Então novas promessas começam a brotar e novamente angústias me acompanham. Só que a diferença é a idéia de que talvez não consigamos mais uma vez cumprir o prometido. É aí que se localiza o projeto de terminar esse doutorado ano que vem, de tirar minhas férias para dedicação exclusiva para tese, de trabalhar duro e fazer tudo que for necessário para finalizar essa aventura. Talvez agora eu esteja vivendo um dos momentos mais difíceis, que é a reta final. Para dizer a verdade, não agüento mais ler, reler e me debruçar sobre o meu tema. Parece mesmo que esse tipo de saturação é algo bem comum, pelo menos tenho sido testemunha dessa mesma situação entre alguns conhecidos. Isso me faz pensar que para uma jornada doutoral é preciso uma dose de comportamento obsessivo-compulsivo. Sim, verdade! O pesquisador precisa ser um pouco obsessivo e compulsivo caso contrário ele corre o risco de se perder diante das coisas diversas que lhe chamam atenção. O pesquisador em um determinando momento, sobretudo no meio para o final da pesquisa, precisa insistir, precisa buscar mais, precisa persistir e aprofundar sua investigação sobre o objeto de conhecimento. E aí é necessário esse comportamento que acabei de comentar. Eu, por exemplo, faço um esforço para tentar me manter nessa reta. Pelo visto não estou muito enquadrado no modelo de pesquisador que requeira esse tipo de neurose, mas certamente devo me adaptar perfeitamente em outros.

     

    Jua, 08 de dezembro de 2008

    7/4/2008

    O desafio da metodologia

    Após viver o desafio do exame de qualificação encontro-me diante de outros. A partir dos comentários e críticas das professoras que compuseram a banca, meu desafio é agora trabalhar nos três primeiros capítulos do projeto: a problemática, o quadro teórico e a metodologia. 

    Uma das coisas mais incitantes é o exercício de ir e vir sobre o mesmo objeto de estudo. Às vezes esse exercício é enfadonho e requer do pesquisador persistência. A coisa pode se complicar mais ainda quando certos aspectos da formação do pesquisador não estão muito desenvolvidos. Neste caso eu falo de mim e da tradição de fazer pesquisa que pude experimentar no Brasil. Sinto, por exemplo, uma dificuldade nos aspectos metodológicos, que aqui são muito requeridos.

    O meu projeto ainda carece de uma maior coerência em termos de lógica, de amadurecimento  dos elementos operacionais da metodologia e a análise dos dados. Estes três pontos são importantes à medida que permite a ligação de aspectos do projeto, a objetivação do que se pretende apreender dos fenômenos de estudo e a explicitação do tratamento que se pretende dar aos dados. Tudo isso corresponde à metodologia, seja ela do ponto de vista da lógica interna, operacional ou instrumental.  

    Montréal, 02 de julho de 2008.

    6/25/2008

    Exame de síntese (qualificação)

     

    Finalmente fiz meu exame de síntese! No início estava um pouco nervoso, mas aos poucos fui me centrando, pegando o ritmo e fluindo na apresentação, que durou mais ou menos 35 minutos. Em seguida, as três professoras da banca (Marta Anadón, minha orientadora; Lorraine Savoi-Zajc, minha co-orientadora; e Pauline Minier, a presidente da banca) fizeram seus comentários. Estes foram construtivos, sobretudo em relação a parte metodológica. De agora em diante o desafio será trabalhar no projeto a partir das correções e sugestões antes de iniciar a coleta dos dados. Bem, ao final fomos comer alguma coisa juntos e conversar informalmente. Foi realmente um clima muito agradável e positivo. De um modo geral, minha experiência com os professores daqui têm sido muito assim: há exigência, há o momento do trabalho, mas depois há a amizade, a troca de experiência e a leveza de um bate-papo.

     

    Chicoutimi, 23 de junho de 2008.

     

     
     
     
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    4/11/2008

    CRIATIVIDADE DO PROJETO: A DESTRUIÇÃO NECESSÁRIA

    Quem foi que disse que um projeto uma vez feito e refeito não pode ser ainda mexido!? Até o final, parece, ainda somos “condenados” a (re) ver o projeto inicial em suas bases. É verdade que não se altera em profundidade com constância, pois se assim o fizer há algo deveras errado no próprio projeto, requerendo grandes esforços.

    Em vésperas do exame de qualificação fui chamado pelas minhas orientadora e co-orientadora a rever as bases do meu projeto, ou seja, os seus objetivos de estudo e as questões norteadoras. Não acho que esse acontecimento seja fruto de um desafortunado estudante. Creio que faça parte do processo mesmo de investigar!

    Esse revisitar o projeto em si faz parte do exercício mesmo da pesquisa. Não se pode iludir de que, uma vez passada a fase inicial de construção do projeto, não se retorne a ele. O ir e vir são fundamentais e exercício por excelência da pesquisa. É nesse movimento que o pesquisador poderá, na agonia do retorno, questionar, duvidar, criticar e, finalmente, avançar seu conhecimento.

    O problema maior aparece quando nos deixamos prender ao objeto. A fixação ou deixar-se prender àquilo que se acredita é na verdade abandonar o sentido científico, que longe de um cartesianismo é uma estética que requer atitude específica diante do objeto. Esta atitude tem a ver com um deixar-se seguir por aquilo que impulsiona. É libertar-se dos apegos e permitir que a criatividade impere, mesmo na exigência da destruição do que se cultuou enquanto projeto inicial.

     

    Juazeiro, abril de 2008.

    12/31/2007

    A conclusão

    Olá pessoal,

    Parece que agora estou com bem mais tempo para registrar algumas coisas por aqui. O final deste segundo semestre foi mesmo uma loucura. Pressão total do doutorado (da minha parte e da minha orientadora), mudança de casa, nascimento de filha, fechamento de disciplinas, organização dos projetos de extensão/pesquisa e a coordenação do curso de psicologia. Ufa!

    Bem, mas apesar dessa correria toda não deixei de refletir e desejar escrever algumas coisas (é verdade que se perde muito a qualidade com a urgência de tarefas). Uma coisa que pude observar em uma das minhas atividades, particularmente na disciplina Processos de Investigação Científica, foi a dificuldade que temos de entender o que é mesmo a conclusão em um relatório de pesquisa. 

    A conclusão não são os resultados, até porque esta parte já deve ter sido trabalhada na chamada discussões e resultados. A conclusão muitas vezes é também confundida com o que se chama de recomendações. Estas podem ser posteriores e podem também ter um caráter prático, aplicativo dos resultados. Isto não tem nada a ver com a conclusão em si. A parte da conclusão é específica e diz respeito, de modo sintético, ao retorno ao problema, às questões e aos objetivos depois de ter percorrido todo o processo da pesquisa. É uma síntese do que resultou todo o processo, um diálogo focado entre a problemática do projeto e os resultados da pesquisa.

    6/13/2007

    DESPRENDENDO-ME

    Algumas vezes desprender-se do objeto de estudo é tão importante quanto agarrar-se a ele para construção de perspectivas a fim de fazer nascerem novos conhecimentos.

    Durante o mestrado, trabalhei com a questão do processo identitário na formação continuada de professores. Logo após a conclusão, ingressei no doutorado também em educação, embora com uma proposta de investigação diferente.

    Apesar de ter o professor de educação infantil como protagonista no estudo do mestrado e no projeto doutoral, os enfoques foram distintos. O que me interessa agora no doutorado é entender os processos de ajustamentos das rotinas dos professores face às situações imprevistas e não mais a discussão da formação propriamente dita.

    O problema foi que, durante muito tempo fiquei preso à discussão da formação profissional do professor e não conseguia “descolar-me” do momento do mestrado para embarcar num outro enfoque, necessário ao projeto doutoral.

    Parece que, quando algo é deveras significativo e que existe a necessidade de mudança num tempo vivencialmente curto, há a tendência de preservar os restos do que foi significativo.

    Sem dúvida, não se desvencilha por completo das experiências ao se entrar em novas situações. A questão não parece ser esta, mas permitir que novos olhares cheguem às novas situações e não insistir na manutenção dos antigos olhares, o que obstrui e até mesmo tolhe a construção de perspectivas.

    Confesso que vivi dificuldades em cortar a parte concernente a formação do professor, insistindo em sua permanência no projeto doutoral. Após desprender-me percebi a emergência de todo um aspecto do projeto que estava travado.

    Concluo dizendo, não como determinação, mas enquanto possibilidade: às vezes virar as costas e laisser tomber o que se possui é voltar para encontrar novos caminhos.

    6/1/2007

    Encontro com Marta em Fortaleza

             Semana passada estive com minha orientadora, Marta Anadón. Aproveitei que ela estaria dando um curso em Fortaleza e fui encontrá-la para algumas orientações antes do meu exame de qualificação (previsto para setembro).

    Estava apreensivo, pois queria mostrar minha produção e o quanto havia avançado nos três capítulos (problemática, teoria e metodologia).

    Passei alguns dias totalmente dedicado aos ajustes finais do projeto.

    Pronto! Consegui imprimir e encadernar!

    Fui ao encontra dela para entregar o recém parido projeto.

    No outro dia, ela marca um encontro para fazer os comentários.

    Frio na barriga e lá vou eu. Ela começa dizendo que a minha problemática é problemática. Aponta uma série de problemas, mas alivia quando diz que o conteúdo estaria quase todo já presente. O que faltava mesmo era dar uma boa coerência em todo o texto. Além disso, aponta a necessidade de abandonar minha discussão sobre formação de professores (falo sobre isso no texto "Desprendendo-me") e contextualizar melhor a educação infantil. Para finalizar, ela diz que estava preocupada com o tempo. Afinal, eu necessitaria revisar tudo, traduzir para o francês e enviar o projeto com antecedência para os professores da banca de qualificação.

    Confesso que saí do encontro borocoxô.

    Pensei, pensei e pensei... Então resolvi adiar mesmo o meu exame de qualificação. Irei fazê-lo no início de janeiro! Terei que pagar uma multa de 100 US para trocar o bilhete de avião, mas em compensação ficarei com mais tempo para aprimorar meu projeto e prestar o exame com maior segurança.

    Êta coisinha doida esse doc!!!

    4/10/2007

    Preconceitos

    Vocês vejam o que é preconceito.

    Durante muito tempo meti o pau na idéia de fragmentar o conhecimento e de dividir para melhor conhecer. Também olhava com certo desdém para aqueles que se mostravam mais sistemáticos no modo de organizar as informações e elaborar o conhecimento. Acho que o meu lado meio anárquico e rebelde me deixava avesso a esse tipo de gente.

    Bem, num belo dia entrei em desespero agudo por causa do meu projeto. Não conseguia avançar uma linha, mesmo tendo prazo para apresentar alguma coisa a minha orientadora e co-orientadora (que no Canadá se chama de diretora e co-diretora, respectivamente) referente aos três primeiros capítulos da tese.

    Todo mundo que encontrava, eu narrava minha história desesperadora. Para dizer a verdade, eu já estava de saco cheio de mim mesmo. Eu não agüentava ouvir de mim aquela mesma ladainha de que não conseguia produzir, de que estava resistindo a escrever, etc. Era quase uma lamentação histérica.

    Resolvi apelar para um amigo, professor canadense da UQAC que mora no Ceará. Ao ligar para a casa dele, fui atendido por sua companheira, também professora e pesquisadora (da UFCE). Ao me ouvir, Rita disse uma coisa simples e genial: “Marcelo, por que você não divide seu projeto em pequenos tópicos e trabalha um de cada vez? Quando a gente só fica preso no todo, muitas vezes a gente se paralisa”.

    Eureca! Isto mesmo! Pois não era que meus preconceitos com as divisões e sistematizações estavam me bloqueando a avançar?!

    Certamente haverá o momento de retomar o projeto como um todo, analisá-lo e acolhê-lo de modo geral... Há momento para tudo...

     

    8/30/2006

    Observações exploratórias

    Eu estava muito emperrado com a parte metodológica da pesquisa. Aliás, uma das mais contundentes críticas que recebi foi em relação a falta de clareza da minha metodologia. Isto significava um questionamento em relação aos instrumentos, aos recursos que eu iria utilizar e, consequentemente, como eu iria chegar aos objetivos propostos no projeto.

    Depois de muito protelar a me deparar com tal situação, pensei numa possibilidade que a princípio parecia ser mais uma desculpa para adiar o enfretamento do meu problema. Resolvi fazer algumas observações exploratórias em salas de aula para ter algumas idéias em relação a parte metodológica, estruturar melhor alguns instrumentos e ver como a coisa iria se dar na prática. Foi um achado! Além de ter sacado um monte de coisas interessantes sobre o caminho do projeto, pude, pela primeira vez, dar concreticidade a algo que estava, também para mim, muito volátil.

    Já fiz duas observações em salas de aulas numa escola perto de casa. Irei observar uma terceira e também pensei em fazer algumas entrevistas com as respectivas professoras para melhor elaborar esse instrumento!

    A partir dessa experiência fiquei matutando acerca do meu possível jeito de construir conhecimento. Fiquei pensando que talvez meu estilo seja mais inclinado a partir do terreno para a idéia, da prática para teoria. Acho que prefiro trabalhar mais numa perspectiva indutiva. Sinto-me mais produtivo, mais a vontade e mais inspirado.

    Esta reflexão me lava a outra. Fico a pensar na importância do pesquisador iniciante também se experimentar num processo dedutivo, indutivo, ou lá outro qual for. Acho que essas experiências podem propiciar, além dos incômodos, confusões e até angustias, descobertas e riquezas no processo de aprendizagem.

    Voilá! Mon chamin!

    5/6/2006

    O doutorado enquanto formação – a difícil tarefa de findar essa etapa!

    Eu já comentei aqui algo a respeito das angústias do doutorado, oriundas de uma démarche solitária da pesquisa, das raras interlocuções e de um objeto singular que o doutorando tenta se apropriar na execução do seu projeto. Contudo, resta ainda falar sobre coisas que estão à frente, quer dizer, resta dizer algo sobre a prospecção de uma formação como essa.

    Alguns podem se perguntar: qual o objetivo número um de um dourado?

    A resposta estaria em fazer uma grande pesquisa?! Ou seria produzir um conhecimento realmente original?

    Para mim a resposta não seria nem uma coisa e nem outra. Para mim é muito mais simples. O objetivo número um de um doutorado é terminá-lo!

    É incrível, mas uma boa parte não consegue concluir a formação. O que acontece muitas vezes, além de razões pessoais é que a pessoa propõe um projeto non faisable, não planifica adequadamente o tempo limitado de um curso de doutorado, os recursos, etc. E aí fica inviável finalizar no tempo previsto, os anos vão passando e o abandono chega! Além desse abandono, da falta de bons objetivos e planificações executáveis há uma tendência do doutorando em tornar mais complicado o que pode ser menos complicado num projeto.

    A questão então, a meu ver, é entender o que vem a ser um curso de doutorado e daí balizar a dinâmica e o processo dessa formação.

    Para mim, esta palavrinha, formação, parece ser muito esclarecedora. Entendo o doutorado enquanto uma etapa importante para formação do pesquisador. Durante um determinando tempo, seguindo alguns enquadramentos, tomando conhecimento de certas linguagens científicas e acadêmicas, vivendo e se apropriando de uma cultura particular de um determinado grupo social e sendo reconhecido por ele, o iniciado finda o percurso de um doutorado. Este percurso é findo depois de cumpridas algumas exigências mínimas, sejam elas relativas à coerência do projeto, aos critérios de cientificidade, a ética, a originalidade, a pertinência entre outros, mas tudo isso não significa ter como objetivo ou desejo maior produzir uma pesquisa espetacular. Pode até ser que isso venha acontecer em alguns casos, mas muito mais como uma conseqüência e não como auto-imposição! Não adianta pensar grandiosamente em termos de uma pesquisa revolucionária se o doutorando não findar o seu percurso. Ele precisa ter em mente desde o início que ele precisa terminar o curso! E isto não é fácil! Alguns podem até pensar que esta posição pode levar a uma compreensão medíocre do doutorado. Significa dizer que ter em mente  a "não espetacularizacão" do doutorado possa, de alguma forma, contribuir para mediocrização, para a diminuição da qualidade do mesmo ou então pode contribuir para idéia de industrialização do doutorado. É certo que a massificação das formações tem como preocupação a eficiência na linha produtiva e, consequentemente, na finalização do produto, que no caso seria a conclusão de um curso. Porém, pensar na necessidade de ter em mente a finalização do doutorado não significa massificá-lo e nem mediocrizá-lo. Pensar na necessidade de ter em mente a finalização do doutorado é estar em acordo com a idéia de que um doutorado é uma formação, que faz parte de um processo maior de preparação, de aperfeiçoamento e de construção identitária do pesquisador. Isto significa entender o doutorado a partir de um limite, que pode ser superado, é verdade, mas desde que se admitam os seus limites. Isto também significa dizer que um doutorado não é um fim, mas um começo de uma pesquisa, de um projeto, de uma exploração, etc. Isto significa dizer que um doutorado é antes de tudo uma etapa da formação do pesquisador!

     

    3/27/2006

    COMO UMA MONTANHA RUSSA

    Quinta-feira, eu apresentei meu projeto no seminário 9001. Este seminário focaliza a metodologia, mas também toda a coerência do projeto. Nesse dia eu estava muito tenso com a apresentação, pois além de ser crucial para continuar avançando no projeto existe toda a barreira da língua. Como dizem por aqui, n'est pas évident articular as idéias numa outra língua. Depois de 40 minutos de apresentação e mais 1 hora de críticas e comentários pude me sentir mais aliviado. Considerei o resultado positivo. Afinal, havia enfrentado com coerência e certa qualidade um grande desafio. Como disse, acho que fiz uma boa apresentação, embora tenha recebido muitas críticas no que concerne ao projeto. Agora eu tenho um outro desafio que é a preparação de um texto síntese, respondendo as críticas. Terei que enviar aos professores em duas semanas. Este texto é difícil porque além de responder as críticas, como disse, terei que recuperar de modo sintético toda a problemática e metodologia do projeto. Vejam então como essa aventura doutoral é plena de desafios. Às vezes tenho a sensação que estou no topo de uma montanha russa prestes a cair... A adrenalina sobe, dá frio na barriga, me pergunto o que estou fazendo ali, mas depois que passa fica uma sensação boa de ter superado algo difícil e a confiança é recobrada para novas subidas e descidas...

    8/11/2005

    Percepcao/Inspiracao

    A partir de hoje percebi o que queria com este espaco. Antes era um espaco onde eu pudesse expressar qualquer coisa. Mas hoje veio uma inspiracao de fazer deste "lugar" um espaco de registros, comunicacoes e expressoes dessa longa e multifacetada experiencia que vivo. Dai o porque da mudanca da frase de apresentacao em meu perfil.

     

    P.S.  Eis a apresentacao anterior:

    "Durante algum tempo fui resistente a este tipo de comunicação, mas acho que pode ser um espaço interessante para trocar idéias, criar ou simplesmente expressar coisas".